O Posto


Inaugurado em 13 de abril de 2006. O projeto do Posto temático Victória Reghia, compreendeu a implantação de elementos cenográficos, a instalação de painéis ilustrativos e informativos sobre o tema, a criação de espaços para eventos culturais, sempre visando valorizar as tradições regionais e desenvolver a arte e cultura do povo baiano, respeitando o conjunto arquitetônico do município e atendendo as necessidades de segurança e normas exigidas pelos órgãos competentes, aliando tecnologia ao resgate das tradições. A cidade de Nazaré, onde está situado o posto, já foi conhecida como o Portal do Sertão, devido ao seu grande valor econômico em épocas passadas, servindo como entreposto para diversas atividades econômicas. é apreciada também pela sua Feira de Caxixis, visitada todos os anos por milhares de pessoas. A cenografia do posto reproduz um cenário barroco, típico da Feira de caxixis. Vale destacar o painel lateral com dezenas de fotos da Nazareth e o pequeno chafariz localizado no centro do posto.

O Tema Feira de Caxixis


Feira de Caxixis é sem dúvida uma das maiores atrações da cidade. Acontecendo há três séculos, todos os anos a cidade de Nazaré reúne durante a Semana Santa cerca de 250 oleiros em frente ao Prédio dos Arcos para disseminar a arte das esculturas de barro, além das muitas atrações como apresentação de bandas, queima de Judas etc.
Além de ter um caráter cultural, ártistico e histórico, a Feira dos Caxixis aborda também a religiosidade do povo nazareno.
Há uma história sobre a origem da feira, a qual foi contada por um vendedor ao repórter Alberto Vita em sua matéria "Feira de Caxixis", na Revista Manchete, de 16/05/53, que por sua vez passou adiante, tal como ouviu.

"Um velho vendedor de louças de barro,de nome Francisco Medina, conhecido popularmente pelo nome de Caboclo Velho, que trabalha e vende 'caxixis', há 64 anos, (naquela época), afirma-nos que a feira teria surgido acidentalmente. Um trabalhador de cerâmica, há mais de dois séculos, de nome Patrício, ao se dirigir para Nazaré com sua família, na quinta-feira Santa, levava consigo algumas louças em miniaturas, expondo-as no grande largo onde se tinha a feira livre. Imediatamente foram vendidos e muitas foram as sugestões para que voltasse com trabalhos idênticos. E isso se repetiu nos anos seguintes, dando lugar à grande feira que até hoje se realiza"